
Sentada no alto de uma cadeira dourada mergulhada no nada ela pensava...Pensava na cadeira dourada e no passarinho que via bem distante...pensava no chão que faltava e no amor que sentia.
Seria mesmo amor? Por ela, pelo outro ou pela cadeira dourada? Só sabia amar sentada, naquela cadeira específica. O amor era antes de tudo um lugar e não um sentimento de alteridade. Ela se envergonhava do amor que sentia, sabia que era por ela mesma, não pelo outro. Olhava tristemente a foto do casal, aquele casal não faria o menor sentido longe daquela cadeira. E ela queria levantar, sentar por um instante na cadeira ao lado, ou proseguir andando... Deixou então o conforto do lugar naquela cadeira dourada e deslocou todo seu amor para o caminho repleto de curvas e de surpresas.
Seria mesmo amor? Por ela, pelo outro ou pela cadeira dourada? Só sabia amar sentada, naquela cadeira específica. O amor era antes de tudo um lugar e não um sentimento de alteridade. Ela se envergonhava do amor que sentia, sabia que era por ela mesma, não pelo outro. Olhava tristemente a foto do casal, aquele casal não faria o menor sentido longe daquela cadeira. E ela queria levantar, sentar por um instante na cadeira ao lado, ou proseguir andando... Deixou então o conforto do lugar naquela cadeira dourada e deslocou todo seu amor para o caminho repleto de curvas e de surpresas.