quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"Para criar, destruí-me; tanto me exteriorizei dentro de mim, que dentro de mim não existo senão exteriormente." (Soares)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Viagem a Darjeeling


Num sábado pela manhã quatro conhecidos se encontram na estação de trem para viajar.O dia era uma promessa, muito sol e muita animação...Horas e mais horas dentro do trem...trem de histórias, histórias de vida e estórias de boticários e ursos no Alasca. Última estação: desceram todos e pegaram outro comboio. O clima ainda era de muita animação. E, afinal quem eram esses conhecidos? Eram todos amigos do saber e pertenciam a nacionalidades diferentes. A viagem era um desafio. Se viajar por individualidades diferentes sinaliza sempre uma grande dificuldade, imagine viajar não só por individualidades diferentes, mas individualidades imersas em culturas diferentes. Chegaram numa pequena cidade, muito bonitinha, muito interessante, muito repleta de graça e sabor. Depois de horas de viagem pararam para comer, todos nervosos, o instinto de sobrevivência gritando. Comeram, beberam, foram para um hotel muito simpático e em seguida a um passeio bem agradável. Um bom jantar regado ao maravilhoso vinho português amenizava todas as diferenças, não eram mais conhecidos, mas grandes amigos, companheiros de uma viagem universal, o passeio pelo planeta. O clima seco pairou pelo ar no segundo dia, se o primeiro foi o dia das afinidades, o segundo foi o dia das diferenças. O cansaço oriundo da vontade de falar esperanto acentuou a impaciência bem comum aos seres humanos. A saudade de uma cidade que não era de ninguém foi se fazendo presente. E, no terceiro dia, todos de volta ao trem e muitas horas de viagem...muitas histórias novamente, não mais de ursos no Alasca, mas de vida, de experiências, de amizade. Ficou a certeza de que falamos todos a mesma língua e de que somos muito menos singulares do que imaginamos, falamos esperanto e não sabemos!!!