domingo, 17 de maio de 2009

O lugar era lindo. Ela resolveu deitar embaixo de uma árvore de folhas vinho. A grama estava repleta de flores, margaridas pequeninas. No céu algumas nuvens e na cabeça uma liberdade total. Deixou para trás tudo que era conhecido e num mundo belamente estranho caminhava protegida. Não dominar nada, não saber seguramente de nada, eis a verdadeira liberdade. O que era certo ou errado naquela lugar? Sem paradigmas, protegida pelo caminhar do estrangeiro, daquele que estranha de maneira suave e doce o que há pelo caminho. Abriu seu livro e sem ler nenhuma palavra sentia na pele a leveza da vida. Sem sonhos...apenas com sono, acabou adormecendo por um longo tempo naquele lugar mágico.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Der Panther

Im Jardin des Plantes, Paris

Sein Blick ist vom Vorübergehn der Stäbe
so müd geworden, dass er nichts mehr hält.
Ihm ist, als ob es tausend Stäbe gäbe
und hinter tausend Stäben keine Welt.

Der weiche Gang geschmeidig starker Schritte,
der sich im allerkleinsten Kreise dreht,
ist wie ein Tanz von Kraft um eine Mitte,
in der betäubt ein großer Wille steht.

Nur manchmal schiebt der Vorhang der Pupille
sich lautlos auf -. Dann geht ein Bild hinein,
geht durch der Glieder angespannte Stille -
und hört im Herzen auf zu sein.


Rainer Maria Rilke

sexta-feira, 8 de maio de 2009

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A Língua Desconhecida

Para R. de Oliveira

"O sonho:conhecer uma língua estrangeira (estranha) e, contudo, não compreender: perceber nela a diferenca, sem que essa diferenca, seja jamais recuperada pela sociabilidade superficial da linguagem, comunicacão ou vulgaridade; conhecer, refratadas positivamente numa nova língua, as impossibilidades da nossa; aprender a sistemática do inconcebíbel; desfazer nosso real sob o efeito de outros recortes, de outras sintaxes; descobrir posicões inéditas do sujeito da enuciacão..."

(R. Barthes)