segunda-feira, 13 de julho de 2009

Chuva


Ela acordou com gosto de chuva na boca...levantou, escovou os dentes e continuava chovendo. Lá fora um sol ameaçador brilhava no céu...Mas, a chuva não parava. Trocou de roupa, penteou aquela longa cabeleira negra e muito incomodada continuava a ouvir trovoadas. Abriu a porta, que ventania. Entrou no elevador. O vizinho, de camiseta branca, comentava como era bom ter um dia de verão. Não tinha forças para responder, apenas balançou a cabeça e moveu suavemente os lábios. Pensava como seria bom se aquela chuva lavasse todo seu corpo por dentro.
Encontrou Antônio. As gotas de chuva invadiram o céu do seu olhar. Ele não entendia, se esforçava em vão. Deixou a cafeteria para trás e seguiu em frente. Finalmente a chuva caiu...que alivio...sentia a água entrando por todos os poros e mergulhada num oceano de gotas esqueceu que existia.

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