quinta-feira, 17 de dezembro de 2009


"Escrevo esta simplicidade: descasco-te um fruto no joelho.
Humedecem os dedos no interior da devoção.
O amor. Sei-o bem. Aprendi o ofício. Dedico-me a ele na exaltação das imensas noites. Escrevo-o com esta mão lírica que tocou o mundo inteiro, desde a curva do teu ombro às mandíbulas do esquecimento. Ah...o amor, essa máquina afectuosa a escavar por mim adentro...cabeça, pés, o peito todo. A comer-me onde sou profundo de ti. A martelar-me a carne bêbada nas altas colinas do contemplamento. Digo-te meu amor e penso esta coisa belíssima: a mão a levar-te o gomo à boca..." ( Ricardo Álvaro in O Espantador)

2 comentários:

I. Luiz Andrade disse...

A maçã já foi saboreada. As. E qual será o próximo sabor a escorrer pelo texto? Qual será o texto? A torta de chocolate ontem devorada, enquanto prazer sentido com sentidos, e ainda o chá, podem ser o princípio para a transcrição da filosofia com o "será?!" das coisas e dos fatos em pauta quando o hoje ainda não era exatamente.

Thiago Lôbo disse...

lindo!!!!