Deitada na grama e coberta por ela, observava o céu. Na terra duas coisas a fascinavam absurdamente: o céu e os olhos. Do céu amava a imensidão, o não mensurável, o azul, as nuvens, as posibilidades que ali se anuciavam. Os olhos representavam a mesma coisa, não importava o formato deles, importava a imensidão, a vida, a luz, mais do que a vida, a vivacidade pulsante.
E ela pensava na vida, a vida vazia e oca que não foi feita para pensar. Ela pensava justamente isso: "pensar é estar doente dos olhos." Queria ser como uma nuvem e ir de acordo com o vento, uma nuvem sem ego, uma nuvem liberta e cósmica, uma nuvem leve e viva.
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