O título deste texto é um ensaio que li ontem da Maria Rita Kehl. Muito bem escrito sobre a depressão nos tempos atuais. De forma simplista, poderia dizer que a psicanalista defende que em todos nós há um fundo depressivo. Ele vem a tona, quando as teias de signifcação para o real se desfazem, mostrando a vida nua, sem sustenção metafísica, sem esperanças ou objetivos. Vale a pena ler o ensaio, está no livro Mutações, organizado pelo Adauto Novaes. Segue abaixo uma pequena amostra:
"Freudianamente falando, a subjetividade é um canteiro de ilusões. Amamos: a vida, os outros, e sobretudo a nós mesmos. Estamos condenados a amar, pois com esta multiplicidade de laços libidianis tecemos uma rede de sentido para a existência." (p.296)
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