O casamento é de fato o túmulo do amor? A rotina, o excesso, o dia-a-dia levam um bom relacionamento ao abismo? Abismo que nem sempre significa fim por completo, mas fim da intensidade ? O filme Romance trabalha essas questões de uma forma bem interessante. O filme é bom. Mais um ponto para o diretor. Marco Nanini quase mata a platéia de rir. Letícia e Wagner estão ótimos. Apesar de uma certa repetição de falas, o filme vale a pena.Mas, as questões sobre o amor persistem...O amor mais intenso é aquele que não se realiza? Aquele que fica intocado pelo chão tedioso da convivencia exaustiva? A convivência seria responsável pelo fim do encantamento? Existe amor sem encanto?
"Não mais pensada que a dos mudos brutos
Se fada a humana vida. Quem destina
Mais que os gados nos campos
O fim do seu destino?" (Ricardo Reis)
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